| |
Note
du
traducteur:
L'original
du
texte
ci-dessous étant
un
poème écrit
en
portugais
du
Brésil,
avec
des
références
locales,
la
traduction
ne
peut être
totalement
fidèle.
Elle
est
au
mieux
proche
dans
l'esprit.
Certaines
parties
en
français
pourront
parfois
vous
paraître
peu
compréhensible, à moins
que
vous
ne
soyez
un
fin
connaisseur
de
ce
pays
immense
et
aux
multiples
cultures
qu'est
le
Brésil.
Afin
de
vous
aider à comprendre
le
sens
général
de
ce
manifeste,
sachez
qu'il
s'agit,
entre
autres,
d'un
'cri'
de
l'auteur
contre
les
graves
carences
pédagogiques
de
ce
pays.
Même
si
d'importants
progrès
ont été réalisés
et
continuent
de
l'être,
l'Etat
ne
parvient
de
loin
pas
encore à fournir
un
enseignement
moderne
et
de
qualité.
La
notion
d'apprentissage,
unissant
formation
professionnelle
et
théorique,
est
encore
très
nouvelle
dans
ce
pays.
L'auteur
et
promoteur
de
ce
projet,
Demar
Guerra,
explique
donc
que
si
l'Etat
ne
parvient
pas à s'assumer
dans
ce
domaine,
l'initiative
privée
peut
combler
en
partie
ces
lacunes.
Il
faut à tout
prix,
non
seulement
enseigner
et
donner
du
travail
aux
jeunes
générations,
mais
encore
que
cet
enseignement
soit
de
qualité,
adapté aux
réalités
contemporaines
et
surtout
faut-il
inculquer
aux élèves-apprentis
le
goût
du
travail
bien
fait.
Ce
sont
les
principaux
objectifs
de
l'école
d'apprentis
et
de
formation
de
main
d'oeuvre
'Casa
da
Duna' |
Texte
original en portugais
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documento
(pdf)
PROJETIL
ESCOLA
DE FORMAÇÃO
DE MÃO
DE OBRA
Aprender
fazendo
Tábua
de
salvação
Para
uma
educação
Mal
estruturada
Na
decoreba
da
Sala
de
aula
Na
leitura
dirigida
Carente
de
bons
autores
Na
informação
caduca
De
um
currículo
ridículo
Que
rege
o
ensino
Dessa
vez
não
serão
Formulas
ultrapassadas
Que
trocam
de
nome
de
ano
em
ano
Aqui
o
aprendiz
volta
a
existir
Seja
de
carpinteiro
ou
de
feiticeiro
É um
aluno
semi
assalariado
Em
vez
de
chamada
Cartão
de
ponto
Se
o
sistema
gira
Em
torno
da
moeda
Porque
o
guri
não
ganhar
Para
aprender
A
fazer
o
que
gosta
Escola
de
produção
Sem
escala
A
indústria
na
escola
Produzindo
aprendendo
Que
o
mercado é garantido
Repetir
uma
peça
Tantas
vezes
Até aqui
o resultado
Seja
um
produto
genial
Que
passa
estar
exposto
Em
qualquer
vitrine
nacional
As
vitrines
são
vitrines
Em
Porto
Seguro
ou
Juazeiro
São
Paulo,
Salvador,
Rio
de
Janeiro
A primeira
peça
pronta
É para o comércio local
A segunda
fica
na
região
A terceira
no
estado
Da
quarta
em
diante
É produto de exportação
Muita
prática
Alguma
teoria
Disposição
e alegria
A beleza
da
certeza
De
ter
o que
fazer
No
dia
a dia
Contra
o ócio
Do
adolescente
Caraiva
Não
teríamos
cursos
fixos
Mas
sim
ofícios
Seriamos
técnicos
O nível
que
importa
É o da mangueira
Cheia
d'água
E sem
bolha
Na
pais
dos
bolhas
d'água
O aprendizado
baseado
No
conhecimento
do
material
No
interesse
pelo
ferramental
Estudar
o
que
trabalha
Trabalhar
o que
estuda
O livro é uma
ferramenta
A ferramenta é um
livro
Pelo
renascimento
da
Escola
de
Sagres
A carpintaria
naval
Sempre
foi
arte
do
povo
Apesar
de
atrair
Capital
do
mecenato
Como
foi
o caso
de
Colombo
Bancado
por
reis
espanhóis
Há lembrei
agora
Essa
era
de
outra
escola
Mas
que
idéia
doida
É essa
Explique
ela
pra
mim
Ela é arrojada
E simples
É uma BAUHAUS TUPINIQUIM
Claro
que
a
orientação
Estaria
misturada
Entre
cientistas
artistas
E práticos
E a
contabilidade
Na
mão
dos
burocratas
Pois
a idéia
tem
fins
lucrativos
A médio
prazo
Já que
o investimento
Inicial é alto
Mesmo
porque
Investir
em
educação
Sempre
foi
tarefa
Do
estado
Essa
escola
terá que
pagar
bem
Ao
mestre
preocupado
E sempre
mal
pago
E o
aprendiz
ter
certeza
De
que
não
estar
Sendo
usado
Os
materiais
básicos
Serram
barro
e madeira
Elementos
constantes
Da
arquitetura
brasileira
Caiciras
geodésicas
No
estilo
mas
antigo
Telhas
tijolos
Belos
pisos
de
barro
Serão
assados à lenha
Onde
tem
lenha
leia
Energia
natural
Que
a bunda
Madeira
que é fina
Pra
serraria
É grossa pra arquitetura
Conclusão
trabalharíamos
Com
um
material
Que
fatalmente
seria
Consumido
pelo
fogo
Ou
pelo
tempo
Morar
bem é fundamental
O que
no
Brasil
Além
de
não
ser
natural
É raro e se torna difícil
Até para
milionários
Escola
de
formação
de
oficiais
EFÓ -
Solução
de
urgência
Uma
região
sadia
Precisa
de
mão
de
obra
sadia
Contra
o
playboy
Gigolô da
mesada
Contra
o pivete
Que
na ânsia
de
sobreviver
Se
atropela
Na
criatividade
E acaba
virando
O terror
da
sociedade
Se
ele
já cria
Em
cima
do
nada
Imagina
essa
criançada
De
lápis
papel
Serrote
e formão
na
mão
Lutando
pelo
renascimento
Da
carpintaria
A
valorização
do
artesão
Terá que
ser
imediata
Senão
a solução
Será mais
uma
vez
adiada
E essa
idéia
da
escola
prática
Vai
se
tornando
piada
O arquivo
da
carpintaria
Naval
ou
civil
É uma coisa
Muito
frágil
Pois
se
trata
De
um
arquivo
vivo
Que
se
deteriora
Nessa
hora
Em
Barreirinhas
No
Maranhão
Ou
em
Juazeiro
Na
Bahia
Morre
sempre
Um
mestre
Por
dia
Resta
saber
Onde
vai
meter
Suas
ferramentas
E sua
sabedoria
Tanto
conhecimento
Não
seria
esperdiçado
Pela
família
Nem
pela
sociedade
Se
o mundo
Desse
o devido
valor
À arte de carpintaria
Fazer
um
barco
no
olho
Na
certeza
Que
vai
boiar
Começar
uma
casa
Pelo
telhado
Sabendo
que
quando
chover
Não
vai
molhar
o trabalho
Fazer
um
acabamento à altura
Da
cobertura
Que
se
acabou
de
fazer
Pela
sede
do
descobrimento
Pela
melhor
solução
Para
mobiliar
Esse
momento
Uma
lembrança
fantástica
É a escola de Aprendizes
Da
viação
baiana
Do
São
Francisco
Em
Juazeiro
- Bahia
Ou
oficina
do
mestre
Coquinho
O ponto
de
encontro
Da
gurizada
da
rua
Para
fazer
seus
carrinhos
Pela
reutilização
do
material
O lixo
das
madeireiras
Os
materiais
de
demolição
Continuam
boas
as
telhas
Boas
estão
portas,
janelas
E portões
Precisamos
desmontar
Descolar
e reconstruir
Essa
maravilha
de
esquadrias
Uma
tentativa
De
reaprender
a fazer
O que
os
antigos
faziam
bem
muito
bem
Estamos
aí a
batalhar
Por
um
capital
social
Que
faça
essa
idéia
girar
Não
sei
de
quem
vai
ser
o
dinheiro
Se
da
Stela
Do
Jimi
Ou
do
Darci
Ribeiro
O importante é o
salto
Contra
o assalto
O pulo
do
gato
Merece
um
retrato
Como
a posse
do
Brizola
No
momento
em
Que
o gato
pulou
Do
telhado
passado
Pro
telhado
futuro
O gato
tem
embaixo
dele
O chão
duro
O chão
bem
duro
Num
ataiando
Minha
idéia
Que
pra
diante
vai
Numa
onda
De
investir
no
adolescente
Urbano
Apesar
da
idéia
Ser
absolutamente
rural
Seja
na
informação
Na
produção
Até na
sobrevivência
A nossa
ambição
qualidade
no
desenho
A perfeição
na
execução
Uma
contabilidade
correta
Com
fins
lucrativos
Sem
a ambição
financeira
Uma
escola
sem
cola
Com
soluções
imediatas
Sem
atas
Nem
desatas
Desarticulando
a arquitetura
Matando
a construção
de
azia
Azar
dela
Que
não
se
cuidou
E deteriorou
Na
forma
e no
preço
E ensino
prático
Não
se
renova
É apenas uma mera cópia
Um
vestido
De
que
foi
dito
Lá fora
Pela
solução
interna
A ternura
No
trabalho
Uma
equipe
sadia
Formando
mão
de
obra
sábia
Numa
região
sadia
Sugestão
do
espaço
Povoado
para
Plantar
essa
semente
Cidade
de
Deus
no
Rio
Fortim
no
Ceará
Ou
Trancoso
na
Bahia
Cultura
de
crime
E lama
Que
me
apaixona
A coisa
agora
É diferente
Chegou
a hora
Da
gente
Que
sempre
viveu
Em
crise
financeira
Política
e emocional
Tirar
lucro
dela
Já que
o pais
Ta
em
crise
O estado
voltará seus
Seus
olhos
Para
nós
Por
que
nós
Temos
arte
Antes
arte
do
que
tarde
Bons
olhos
Para
o novo
De
novo
Escola
de
formação
De
mão
de
obra
Dessa
vez
começo
ou
acabo
a obra
Viva
a
poesia
Caeté
Danação
brasileira
Trancoso
Bahia
e
Rio
de
Janeiro
10/11/82
a 16/03/83
Demar
Guerra
/83
Baixar
este
documento
(pdf) |
PROJET
ECOLE
DE FORMATION
DE
MAIN D'OEUVRE
Apprendre
en
faisant
Planche
de
salut
Contre
une éducation
Mal
structurée
Na
decoreba de
La
salle
de
classe
Contre
la
lecture
imposée
Manquant
de
bons
auteurs
Contre
l'information
caduque
D'un
curriculum
ridicule
C’est
ce
que
régit
l'enseignement
Cette
fois-ci
il
n'y
aura
pas
de
Formules
dépassées
Qui
changent
de
nom
d'année
en
année
Ici
l'apprenti
revient à exister
Que
ce
soit
comme
menuisier
ou
sorcier
Il
est
un élève
semi-salarié
Au
lieu
de
l'appel
La
carte à points
Si
le
système
tourne
Autour
de
la
monnaie
Pourquoi
le
jeune
garçon
ne
gagnerait-il
Pour
apprendre
A faire
ce
qu'il
aime
École de production
Sans
hiérarchie
L'industrie à l'école
Produisant
en
apprenant
Parce
que
le
marché est
garanti
Répéter
une
pièce
Tant
de
fois
Jusqu'à ce
que
le
résultat
Soit
un
très
bon
produit
Qui
pourra être
exposé
Dans
toute
vitrine
nationale
Les
vitrines
sont
vitrines
A Porto
Seguro
ou à Juazeiro
Sao
Paulo,
Salvador,
Rio
de
Janeiro
La
première
pièce
prête
Est
pour
le
commerce
local
Le
deuxième
reste
dans
la
région
Le
troisième
est
pour
l'Etat
A partir
de
la
quatrième
Elle
est
un
produit
d'exportation
Beaucoup
de
pratique
Un
peu
de
théorie
Disposition
et
joie
La
beauté de
la
certitude
De
savoir
que
faire
De
jours
en
jours
Contre
l'inaction
De
l'adolescent Caraiva
Nous
n'aurions
pas
de
cours
fixes
Mais
des
cours
professionnels
oui
Nous
serions
techniciens
Le
niveau
qui
importe
Est
celui
du
tuyau
Plein
d'eau
Et
sans
bulle
Les parents de bulles d'eau
L'apprentissage
fondé
Sur
la
connaissance
des
matériaux
Sur
l'intérêt
pour
l'outillage
Étudier
ce
qui
est
travaillé
Travailler
ce
qui
est étudié
Le
livre
est
un
outil
L'outil
est
un
livre
Par
la
renaissance
de
L'école
de Sagres
La
charpenterie
navale
A toujours été l'art
du
peuple
Bien
qu’attirant
Capitaux
de
mécènes
Comme
ce
fut
le
cas
de
Colomb
Subventionné par
les
rois
espagnols
Je
me
souviens
maintenant
Qu’il
s'agissait
d'une
autre école
Mais
quelle
idée
folle
Que
celle-là
Expliquez-la
moi
Elle
est
audacieuse
Et
simple
Il
s'agit
d'un
'Bauhaus
Tupiniquim'
Bien
sûr
que
l'orientation
Serait
un
mélange
Entre
artistes,
scientifiques
Et
manuels
Et
la
comptabilité
Dans
les
mains
des
bureaucrates
Parce
que
l'idée
est à but
lucratif
À moyen terme
Déjà que
l'investissement
Initial
est élevé
Même
que
Investir
dans
l'éducation
A toujours été la
tâche
De
L'État
Cette école
devra
bien
payer
Le
maître
soucieux
Et
toujours
sous-payé
Et
l'apprenti
devra
avoir
la
certitude
Qu'il
n'a
pas
Eté utilisé
Les
matériaux
de
base
Seront
l’argile
et
le
bois
Eléments
constants
De
l'architecture
brésilienne
Caiciras
geodésicas
Dans
l’ancien
style
Tuiles,
briques
Beaux
sols
d'argile
Seront
cuits
au
four à bois
Où il
y a
du
bois
il
y a
Energie
naturelle
Que a bunda
Le
bois
fin
Pour
la
scierie
Le
grossier
pour
l'architecture
Conclusion
nous
travaillerions
Avec
un
matériel
Qui
serait
fatalement
Consumé par
le
feu
Ou
par
le
temps
Vivre
bien
est
fondamental
Ce
qui
au
Brésil
En
plus
de
ne
pas être
naturel
Est
rare
et
devient
difficile
Même
pour
les
millionnaires
École de formation de professionnels
Solution
d'urgence
Une
région
saine
A besoin
de
main
d'œuvre
saine
Contre
le
playboy
Gigolo
de
la
tablée
Contre
le
gamin
Qui
dans
l’incertitude
de
survivre
S'encouble
Dans
la
créativité
Et
fini
par
devenir
La
terreur
de
la
société
Si
lui
crée
déjà
A partir
de
rien
Imaginez
ces
enfants
Avec
crayon
et
papier
Scie
et
burin
dans
la
main
Luttant
pour
la
renaissance
De
la
charpenterie
La
valorisation
de
l'artisan
Devra être
immédiate
Sinon
la
solution
Sera
reportée
une
fois
de
plus
Et
cette
idée
D'école
par
la
pratique
Va
devenir
une
blague
Les
archives
de
la
charpenterie
Navale
ou
civile
Sont
une
chose
Très
fragile
Parce
qu'il
s'agit
D’archives
vivantes
Qui
se
détériorent
En
ce
moment-même
A Barreirinhas
Dans
le
Maranhão
Ou à Juazeiro
Dans
l’Etat
de
Bahia
Toujours
meurt
Un
Maître
Par
jour
Il
reste à savoir
Où vont-ils
mettre
Leurs
outils
Et
leur
connaissance?
Tant
de
connaissances
Ne
seraient
pas
gaspillés
Par
la
famille
Ni
par
la
société
Si
le
monde
Donnait
la
vrai
valeur
due
A l'art
de
la
charpenterie
Construire
un
bateau à l'oeil
Avec
la
certitude
Qu'il
va
flotter
Commencer
une
maison
Par
le
toit
Sachant
que
quand
il
pleuvra
Le
travail
ne
sera
pas
mouillé
Faire
les
finitions à hauteur
De
la
couverture
Qui
vient
d’être
terminée
Par
la
soif
de
la
découverte
De
la
meilleure
solution
Pour
meubler
Cet
instant
Un
grand
souvenir
Est
l'école
d’apprentis
Des
gens
des
routes
baianaises
Du
(fleuve)
San
Francisco
De
Juazeiro
- Bahia
Ou
de
l’atelier
du
maître
Coquinho
Du
point
de
rencontre
Des
gamins
de
la
rue
Qui
pour
construire
leurs
chariots
Réutilisent
les
matériaux
Les
déchets
de
bois
Les
matériaux
de
démolition
Continuent à être
bonnes
les
tuiles
Bonnes
sont
les
portes,
les
fenêtres
Et
les
portails
Nous
devons
démonter
Décoller
et
reconstruire
Cette
merveille
de
cadres
Une
tentative
Pour
réapprendre à faire
Ce
que
les
anciens
Faisaient
bien,
très
bien
Nous
sommes
ici à luter
Pour
un
capital
social
C’est
ce
qui
fait
tourner
cette
idée
Je
ne
sais
pas
de
qui
viendra
l'argent
De
Stela
De
Jimi
Ou
de
Darci
Ribeiro
Ce
qui
importe,
c'est
le
saut
Contre
les
assauts
Le
saut
du
chat
Mérite
un
portrait
Comme
la
possession
de
Brizola
Au
moment
Où le
chat
a sauté
Du
toit
passé
Pour
un
toit
futur
Le
chat
a sous
lui
Le
sol
dur
Le
sol
bien
dur
Dans
un ataiando
Mon
idée
Qui
avance
comme
Sur
une
vague
D’investir
dans
les
adolescents
Urbains
Bien
que
l'idée
Soit
absolument
rurale
Que
ce
soit
dans
l'information
Dans
la
production
Même
dans
la
survie
Notre
ambition
est
la
qualité dans
la
conception
La
perfection
dans
l'exécution
Une
comptabilité correcte
À but lucratif
Sans
l'ambition
financière
Une école
sans
colle
Avec
des
solutions
immédiates
Sans
compte-rendus
Ni
désistements
Désarticulant
l'architecture
Tuant
la
construction
'aigre'
Sa
propre
infortune
Qui
n’a
pas été traitée
Et
s’est
détérioré
Dans
la
manière
et
la
valeur
Et
l'enseignement
pratique
Qui
ne
se
renouvelle
pas
Il
s'agit
d'une
pâle
copie
Un
rudiment
De
ce
qui
a été dit
Loin
là-bas
Pour
la
solution
interne
La
tendresse
Au
travail
Une équipe
saine
Formant
une
main-d'œuvre
savante
Dans
une
région
saine
Suggestion
de
l’espace
Peuplé pour
Planter
cette
semence
Cité de
Dieu à Rio
Fortim
au
Ceará
Ou
Trancoso
dans
l'Etat
de
Bahia
Culture
de
la
criminalité
C'est
la
boue
Qui
me
passionne
La
chose
maintenant
Est
différente
L’heure
est
arrivée
Pour
les
personnes
Qui
ont
toujours
vécu
En
crise
financière
Politique
et émotionnelle
D’en
tirer
un
bénéfice
Déjà que
le
pays
Est
en
crise
L'Etat
tournera
Ses
yeux
Vers
nous
Parce
que
nous
Nous
avons
l'art
Avant
tout
l’art
De
bons
yeux
Pour
le
neuf
De
nouveau
Ecole
de
Formation
De
main-d'oeuvre
Cette
fois-ci
je
commence
ou
j’achève
l’oeuvre
Vive
la
poésie
Caeté
Damnation
brésilienne
Trancoso
Bahia
et
Rio
de
Janeiro
10/11/82
au
16/03/83
Demar
Guerra
/ 83
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ce
document
(pdf)
Traduction
: Philippe Nidegger |